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Casa Praia do Félix, Ubatuba, São Paulo, 1994

Ano de Projeto: 1994

Ano de conclusão da obra: 1998

Área do Terreno: 600m²

Área Construída: 450m²

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Luciana Flores Martins, André Aaltonen

 

Cálculo Estrutural: Pedro Telecki

Fundações: Apoio Assessoria de Fundações

Instalações: MVF Engenharia de Projetos

Fotografia: Nelson Kon

 

 

 

A casa tem como entorno a Mata Atlântica e o Oceano Atlântico.

A paisagem é a da serra no mar.

Topografia de declividade acentuada, no alto, a casa se estrutura como plano horizontal contra a curva de nível. Para quem lá está, uma praça no ar.

Encontrando a curva de nível, o plano vertical descendente – lâmina estrutural- apenas pontua o solo. Para quem olha à distância, uma mancha azul na mata.

Casa II em Campos do Jordão, SP

Ano de Projeto: 1985

Ano de conclusão da obra: 1986

Área do Terreno: 3000 m²

Área Construída: 140 m²

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Paula Rizk Haddad, Catharina Teixeira

 

Cálculo estrutural: Antônio Pinto Rodrigues

 

As duas casas em Campos do Jordão foram projetadas na mesma época e revelam uma proximidade conceitual. A casa I situa-se num terreno eminentemente rochoso, muito extenso no sentido longitudinal, com declividade acentuada e vista extraordinária para a pedra do Baú. O projeto se esboça como dois retângulos articulados pelo desnível dado pelo próprio terreno, com o corpo superior sofrendo uma inflexão de 22 graus em relação ao inferior. A inflexão do nível superior estende-se ao inferior, revelando a superposição de plantas das duas estruturas. A casa II trabalha menos a questão da superposição de plantas e volumes e mais a da interseção – como se fossem volumes autônomos, dois retângulos que num dado momento se interceptam. O desenvolvimento não é de uma extensibilidade linear, como na casa I, mas de um deslocamento vertical. A planta translada na horizontal e o corte desloca na vertical.

Casa I em Campos do Jordão, SP, 1985

Ano de Projeto: 1985

Ano de conclusão da obra: 1986

Área do Terreno: 10265 m²

Área Construída: 165 m²

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Paula Rizk Haddad, Catharina Teixeira

 

Cálculo estrutural: Antônio Pinto Rodrigues

Instalações: Mário Viviani

 

As casas I e II em Campos do Jordão foram projetadas na mesma época e revelam uma proximidade conceitual. A casa I situa-se num terreno eminentemente rochoso, muito extenso no sentido longitudinal, com declividade acentuada e vista extraordinária para a pedra do Baú. O projeto se esboça como dois retângulos articulados pelo desnível dado pelo próprio terreno, com o corpo superior sofrendo uma inflexão de 22 graus em relação ao inferior. A inflexão do nível superior estende-se ao inferior, revelando a superposição de plantas das duas estruturas. A casa II trabalha menos a questão da superposição de plantas e volumes e mais a da interseção – como se fossem volumes autônomos, dois retângulos que num dado momento se interceptam. O desenvolvimento não é de uma extensibilidade linear, como na casa I, mas de um deslocamento vertical. A planta translada na horizontal e o corte desloca na vertical.

Residência Barra do Sahy, Barra do Sahy, SP, 2002-2003

Ano de Projeto: 2002

Ano de conclusão da obra: 2003

Área do Terreno: 540 m²

Área Construída: 165 m²

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. José Paulo Gonçalves, Carolina Moggi, Jerônimo

 

Cálculo Estrutural: Arq. Pedro Telecki

 

Quando o terreno foi adquirido havia lá uma pequena edícula de 3 por 10 metros. O proprietário queria aproveitar algo da estrutura existente, amplia-la e gastar o mínimo possível. O espaço foi ampliado estendendo a casa longitudinalmente e ampliando sua largura através de balanços dos 2 lados do vão existente. O deck é um recorte do avanço da mata e o 2o pavimento – a suíte do casal – abre para o terraço/ cobertura do térreo.

Tudo olha o mar e é envolvido pela mata.

Concurso Renova SP-Cabuçú de Baixo: Águas do Guaraú, São Paulo, SP, 2010-2011

Arquitetura: Anne Marie Sumner
Equipe: Arqs. Jorge Felix e Renato Sordi; William Augusto Ferreira, Taisa Pavani, Gilberto Mariano Tenório Jr., Caio Manine, Felipe Yuji Vieira

 

Drenagem: Eng. Francisco José Toledo Piza
Estrutura: Pedro Telecki

 

O projeto inicialmente realizado para o Concurso Renova São Paulo envolvendo a reurbanização de favelas, teve prosseguimento e ênfase associados ao manejo de águas urbanas. As piscinas públicas projetadas em associação ao córrego Guaraú visavam abordar as águas urbanas a montante em área de grande declividade onde a proposição de parques lineares torna-se insuficiente devido à erosão. Assim o projeto se desdobra a partir da sequencia de 5 pequenas barragens, criando um sistema de reservatórios, piscinas e lagos que visa de um lado auxiliar, à montante, o Rio Tietê no controle de cheias, e, ao mesmo tempo proporcionar extensa área de lazer aquático. Deste modo, as piscinas articuladas à infra estrutura de drenagem e represamento de águas, ao articular os dois lados do córrego assim como os dois lados desta não cidade propõe uma nova urbanidade.

Projeto Billings-Piloto, 2009-2010

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Jorge Felix, Angelica Alvim, Paulo Giaquinto (legislação e ocupação urbana) Arq. Luciana Flores Martins (Sustentabilidade) Eng. José Lavrador( Saneamento) Pedro Telecki (Estrutura)

 

Pensar a ocupação dos mananciais teve duas questões tônicas: de um lado a instância infraestrutural do abastecimento de água da metrópole, e de outro, a regulação difícil e recente de parte considerável da ocupação originalmente irregular da área; perversa urbanização sem cidade de tantas das nossas periferias.

A nova ocupação abrigaria principalmente a população a ser removida das margens da represa, aquela instalada sobre os rios e outra em áreas de risco. Tal ocupação, na proposição espacial em questão ia além, em termos de área, do pequeno lote de 5m x 20m que dispensa a ação de escala mais amplificada do arquiteto: tais lotes poderiam contar – como em vários casos já contam – com assessorias profissionais de competência técnica que dão assistência a este tipo de construção, balizada, sobretudo por processos de mutirão e autoconstrução.

Os portos de areia espalhados pela região – muitos abandonados porque exauridos e consequentemente desativados – foram a casualidade aparentemente perversa, mas efetivamente possibilitadora para o projeto proposto; donde o tão instigante paradoxo da ocupação destas áreas. Além de constituírem glebas com áreas generosas, (a implantação do projeto-piloto encontra-se num porto de areia na região da Capela do Socorro com 33 ha de área: com essa área é possível pensar generosamente um fragmento da cidade), tem a condição inusitada das crateras resultantes da extração de areia, agora lagos no entorno das edificações propostas. Está claro que o solo teria que ser recondicionado como requer a legislação ambiental pertinente ao assunto. Aquilo que parecia uma situação abandonada, contaminada e sem saída tornava-se uma possibilidade de ocupação efetivamente digna e aprazível: ética, técnica e estética.

As densidades propostas são baixíssimas – 100 hab./ha – como deve ser numa área de mananciais e a ocupação mescla todos os usos como um fragmento de cidade: habitação, comércio, serviços e usos institucionais. Aliás, talvez desejável fosse que não houvesse ocupação alguma, mas isto já seria outra situação em outra cultura, com outro contrato social e em outra metrópole.

Dada a extensão do manancial, propusemos um piloto para um porto de areia específico na região de Capela do Socorro e outro com clubes públicos para a área do Bororé onde, dada a beleza da área e suas restrições de ocupação, propusemos imensos trapiches sobre as águas com dimensionamentos generosos (cada segmento tem em média 100 m de comprimento por 5 m de largura) criando uma espécie de malha sobre as águas para desfrute de atividades de lazer náuticas e correlatas.

 

Fluxo e Visão: Av. Paulista – Sala Especial – Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, 1997

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Alexandre Serrano, André Aaltonen, Jackson Dualibi, Leopoldo Soares, Luciana Flores Martins, Marcos Martins Lopes, Rodrigo Queiroz, André Ventura Pinto, Evandro Trevelin, Kennya Nagasse, Marcela Costa Amorim, Maurício Montel, Nivaldo Godoy Jr., Ricardo Mullenmeister, Maria Luíza Visoni

Apoio Cultural: Marco Cezar (Fotografia Digital Av. Paulista)

Maquetes: Andrade Maquetes

Cálculo Estrutural: Eng. Antonio Pinto Rodrigues

Agradecimentos: Gabriel Zellmeister, Base Aerofotogrametria e Projetos S.A., Embraesp

Patrocínio: Atlas / Villares

 

O Projeto com esteiras rolantes projetado para a Av. Paulista foi inicialmente elaborado para o Concurso de Idéias para a Avenida Paulista de 1996.

 

Posteriormente teve seu desenvolvimento aprofundado e contou com nova apresentação em Sala Especial da Bienal Intenacional de Arquitetura de São Paulo de 1997 junto com projeto para o Parque D. Pedro II.

 

De ponta a ponta da Av. Paulista o projeto propunha um circular ágil – as esteiras rolantes aéreas – numa situação de excepcional urbanidade: espigão longitudinal, e portanto de grande visibilidade geográfica, plena de usos e fluxos, habitação, comécio e serviços, de manhã à tarde e à noite, à pé, de metrô, ônibus, automóvel, bicicleta.

 

A idéia do projeto era a de uma apreensão ótica desta geografia. Detectar o engessamento assim como a invisibilidade da cidade não era suficiente. Pelo excesso, pelo aplastramento, pela sobreposição, temos uma opacidade espessa. Pela ausência, temos uma espécie de transparência; vemos através de, através de, infinitamente. Como deter o olho que não para de passar.

 

Nesta extraordinária situação urbana por causa deste espigão contínuo e linear, com todos os usos, modos de fluxos e tempos, a passarela longitudinal a 4m de altura com as esteiras rolantes, topografia duplicada, fazia fluir e ver: atravessando por exemplo pelo MASP víamos de um lado as copas do Parque Trianon e de outro o talvegue da Av. 9 de julho sob o vão do Museu; atravessando a Av. Brigadeiro Luiz Antonio, víamos de um lado o Parque Ibirapuera e de outro a Praça da Sé.

Arte-Cidade, 1994

Ano de Projeto: 1994

Ano de conclusão da obra: 1994

Matadouro da Vila Mariana

Materiais: Tela soldada Morlan, comprimento linear sem cortes 98,65 cm, malha 2,50 cm x 5,00 cm, fio 3,70 mm.

 

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Alexandre Serrano, André Aaltonen,  Luciana Flores Martins

 

 

Obra: Eng. Raul Luna

Patrocínio: Telas Morlan

Agradecimentos: Alberto Tassinari

 

 

A cidade sem janelas foi o primeiro evento da série Arte e Cidade em São Paulo organizado por Nelson Brissac Peixoto. Contou com a participação de 16 artistas entre, escultores, pintores, escritores, atores, bailarinos, performers, músicos e arquitetos que não só realizaram  e expuseram seus trabalhos como discutiram entre si no processo de  realizá-los. No trabalho das Telas a reflexão se dá a partir do solo como topografia – substrato inelutável da arquitetura. Seis telas longitudinais, dez anteparos transversais na rampa do matadouro. O piso se eleva em rampa e cai em talude. O percurso é volitivo ou acidental. A apreensão, dissolvida qualquer objetualidade, é em situação. Ascendendo de topo, o nível de 1.90m define a trajetória do olho e do corpo; a visada do alto com as telas rasas é quase desenho, marcação do solo. Lateralmente, sobreposição translúcida, fica a extensão aplastrada do trabalho. As telas distendidas aderem à topografia.

Arco Tietê: Águas Urbanas, São Paulo, SP, 2013

Arquiteta Convidada no Consórcio Candido Malta/FCTH-Fundação Centro Tecnológico de Hidraulica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Engs Luiz Orsini, Ana Paula Brittes, Orlando Natale).

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Andrea Conard, Uriel Bianchini Cardoso, Juliana Pellegrini e Gilberto Mariano Tenorio,

Consultores:Eng. Renato Zucculo, Eng. José Francisco de Toledo Piza, Eng. José Lavrador.

 

Participamos do Consórcio Candido Malta/FCTH- Fundação Centro Tecnológico de Hidraulica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo na condição de Arquitetos convidados tendo apresentado os Projetos de Águas Urbanas para a área do Arco Tietê, um chamamento público promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, em área de 60km2 envolvendo as 2 margens do Rio Tietê na extensão entre a Ponte do Tatuapé e o Cebolão/Complexo Viário Heróis de 1932. Foram apresentados os projetos para um Canal de Circuvalação a norte do rio na cota 730m; 4 Deltas, retenções que ligam os principais córregos a jusante e 3 amostragens de Canais Locais. Associados a estes foram também apresentados projetos realizados anteriormente sob nossa coordenação como a Ligação Leste-Oeste de São Paulo de 2006 (Autores: Arqs. Anne Marie Sumner, Vera Santana Luz, Hector Vigliecca, Tito Livio Frascino e Flavio Marcondes-Consultores Eng. Renato Zucculo (Águas), Eng. Claudio Macedo(Transportes) e agrimensor Irineu Idoeta (zoneamento) e o Projeto de Piscinas Públicas para o Córrego do Guaraú/Cabuçú de Baixo como exemplificação de abordagem dos corregos à montante do Rio Tietê.

 

O substrato para as várias proposições é a da articulação urbana numa morfologia de planície e sopé de serra, envolvendo a infraestrutura das águas urbanas tendo em vista uma abordagem ética técnica e estética para uma São Paulo mais aprazível. Tratando-se da maior área de várzea de São Paulo e dado o problema crônico das enchentes e inundações recorrentes de São Paulo devido à enorme impermeabilização da várzea, são propostos projetos de grande envergadura envolvendo o manejo das águas urbanas.

 

As intervenções propostas se desdobram em várias escalas de abrangência e foram concebidas como constitutivas de um grande projeto, podendo ter suas implantações consumadas de forma independente. São elas:

 

O Canal de Circunvalação – um canal largo e aberto, na escala do pedestre, bordejante dos primeiros indícios do sopé da Cantareira que estrutura-se como parque fluvial numa sequência de deltas artificiais. A ideia é receber águas das bacias dos afluentes do Tietê antes de sua foz, a fim de aliviá-lo. Cabuçú de Baixo, Mandaqui e Carandirú, entre todos os demais, são retidos e escoados lentamente após as chuvas até o rio principal. Naturalmente, procedimentos técnicos como barragens móveis, caixas de areia e filtragem deverão ser dimensionadas caso a caso considerando vazões, cargas difusas e sedimentos.

 

Os Deltas – são alargamentos dos rios unindo-os entre si; foram propostos como auxiliares do canal de circunvalação, sobretudo como lagoas de retenção e tratamento. Podem ser implementados em concomitância ou em tempos diferentes, sem que ocorram conflitos.

 

Os Canais Locais – A terceira proposta se configura em menores proporções e à jusante das primeiras, ou seja, são intervenções mais próximas ao Rio TietêSão canais transversais aos afluentes deste, possuidores de medidas reduzidas e implantados nos leitos carroçáveis, que funcionarão também como canais de filtragem e retenção. São amostragens passíveis de repetição sempre que possível.