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Estação Utinga e Passarela de Ligação à Universidade do ABC, Santo André, 1999

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arq. Rodrigo Queiroz, Carolina Moggi, Marina Leiva

Projeto realizado visando potencializar o transporte sobre trilhos articulando a nova estação Utinga à Universidade Federal do ABC.

Estação Engenheiro Goulart e Passarela de Ligação ao Parque Ecológico do Tietê, São Paulo, 2001 / Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, 2003

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. José Paulo Gonçalves, Renato Dalla Marta, Carolina Moggi, Reginaldo Okusako, Richard Kanno, Marina Leiva

Estrutura: Engs. Aloísio Margarido, Jorge Zaven Kurdjian

 

A estação Engenheiro Goulart situa-se na linha Variante Leste da CPTM, que carreia parte do fluxo da região leste da metrópole ao centro de São Paulo e vice-versa. A linha corre paralela à Rodovia Ayrton Senna, por sua vez limítrofe ao Parque Ecológico do Tietê, distante 400m da estação Eng. Goulart, a mais próxima ao Parque. O Parque, sub-utilizado, conta atualmente com um fluxo de 15.000 usuários nos fins de semana e não tem ligação com a estação. Parece pertinente potencializar esta ligação, seja do ponto de vista do parque que teria sua utilização maximizada devido à conexão a um transporte coletivo de grande capacidade, seja por propiciar um acesso apropriado à população lindeira e adjacente assim como à mais distante. A passarela é uma ligação pública entre situações distintas: a árida cidade periférica do Cangaíba, mar de morros, com sua ocupação de casario baixo de um lado, e o Parque arborizado e lindeiro ao rio de outro.

Edificios para Ocupação de Encostas, São Paulo, SP 2010

Estudo realizado com o intuito de ampliar hipóteses para ocupações de encostas contra a curva de nível. Neste estudo os acessos aos edifícios, dão-se sempre diretamente a partir da rua o que permite em todas as situações uma apreensão desimpedida da paisagem: o desenvolvimento dos pavimentos dá-se tanto para cima quanto para baixo.

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Jorge Felix, Pedro Teleki(estrutura), Roberto Inaba (Cosipa), Engs. Humberto Bellei (Cosipa), Valdir Pignatta (combate a incêndio)

Concurso Nacional FDE, São Paulo, SP, 1998

Prêmio: 4. lugar

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Rodrigo Queiróz, Maurício Montel, Leo Soares, Cláudio Reuss

 

Cálculo Estrutural: Pedro Telecki, Georg Troiko

 

Dado o caráter emergencial e a escala de implantação de 600 escolas no Estado de São Paulo, o projeto foi pensado para a produção em série. Tínhamos que supor terrenos planos e em declive, no campo e na cidade, a escola mínima e a máxima. Dentro da gama de variáveis desenvolvemos 3 alternativas.

Todas tinham 3 corpos móveis articulados pela circulação vertical: estão no chão as áreas administrativas e de esportes e, no ar, as pedagógicas, extensíveis e comprimíveis

A idéia do projeto é a da máxima liberação do solo o que significa a possibilidade de implantação em qualquer topografia. Nos terrenos planos a ocupação é naturalmente contínua; nos declives e aclives surgem arquibancadas naturais, espaços de estar. O movimento de terra praticamente inexiste.

Concurso CDHU Itatiba, SP, 1994

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs.Denise Xavier de Mendonça, Francisco Leopoldo Soares, Monica Palma Cappa, Rejane Beçak e Rogério Duarte Neves, Silvia Taeko Tanaca, Thomaz Montefort Diederichsen, Yara L. Goulart

Cálculo Estrutural: Pedro Telecki

 

 

O projeto foi apresentado para o Concurso Nacional do CDHU em Itatiba e tinha como programa geral habitação de interesse social associado a equipamentos de serviço, comércio e institucionais.

Dada a topografia de grandes declividades, o partido do projeto foi o da implantação dos edifícios contra a curva de nível o que possibilitava a extensão do sistema viário numa sequencia de praças constituídas pelas lajes de acesso. A execução da obra se daria através de um processo de montagem de grandes treliças em aço de 30 m de comprimento.

Concurso CDHU Campos de Jordão, SP, 2010

Prêmio: Menção Honrosa

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arq. Jorge Felix, Arq. Renato Sordi, Arq. André Aaltonen

Consultores: Arqs. Pedro Teleki, Roberto Inaba (Cosipa), Humberto Bellei (Cosipa), Valdir Pignatta (combate a incêndio)

 

 

 

O projeto desenvolvido para habitação de interesse social, volta-se para a ocupação de encostas em geral por se desenvolver contra a curva de nível. Os edifícios pouco tocam o solo, como que flutuam no ar e permitem uma extraordinária apreensão da paisagem.

A conexão entre as várias lajes/terraço possibilita a circulação contínua nos vários níveis e entre todos os edifícios o que aproxima a comunidade, reiterando e facilitando a sua natural solidariedade.

 

Do ponto de vista da obra as grandes treliças estruturais em aço articuladas com lajes e paineis de fechamento pré fabricadas permitem a montagem mais ágil no local:  elimina cimbramentos e movimentos de terra.

Reurbanização da Área do Carandiru: Concurso Nacional de Plano Diretor, São Paulo, SP, 1999

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arqs. Luciana Flores Martins, Rodrigo Queiróz, Leo Soares e Luis Henrique Guerra, Eduardo Martins,Mauricio Montel, Fabio Mendes, Suleir, Lair Reis

 

Consultores: Arq. Raquel Rolnik, Agronomo Alexandre Tavares, Arq.Paulo Giaquinto(legislação), Eng. Lavrador, Marco Ferretti (Águas)

 

 

Partimos da situação geográfica existente – a várzea do Rio, terreno plano, alagadiço e da caracterização da área como de uso metropolitano. O Projeto se estruturou na articulação desta situação com a criação de uma nova paisagem tendo como baliza principal o sistema de águas:

– as Raias que, ao mesmo tempo que drenam o Parque, criam extensos espelhos d’água micro climáticos;

– o Morrote artificial construído com entulho das edificações a demolir cria, na planície, uma topografia de onde desponta o Centro de Espetáculos e Hotel. Ao mesmo tempo anula a força contrária do lençol freático raso que age sob o estacionamento em subsolos

 

A Área na Cidade

 

O caráter metropolitano da área é dado pela sua localização, sistema de transportes e acessos e principalmente pela sua escala em situação tão central.

A proximidade do centro da cidade, das saídas pelas marginais, da fácil conexão ao Aeroporto Internacional de Cumbica, Terminal Rodoviário Tietê, do Campo de Marte, futuro aeroporto executivo, das estações de metrô Carandiru e Santana à porta, da ligação do Rio Carajás com o Rio Tietê, evidencia uma grande acessibilidade à área pelos meios de transportes mais diversos.

Associado à este quadro, a área com entorno predominantemente residencial, está ao lado dos 2 únicos locais destinados a grandes exposições nacionais e internacionais: o Anhembi e o Expo Center Norte.

Considerando a grande dinâmica que a atividade de feiras e exposições tem demonstrado, bem como as perspectivas de crescimento do setor diante da terceirização da metrópole e sua inserção como uma das megacidades comerciais do continente, a localização da área é estratégica para este crescimento.

 

Os Usos

Os usos estariam estruturados num tripé Escola profissionalizante, Centro de Espetáculos e Centro de Exposições, articulados espacialmente pelo Parque. Estes usos seriam alimentados por programas–escola que caracterizariam o local como uma área de excelência profissional e educacional. Tais programas seriam restaurantes que atenderiam os diferentes públicos e um Hotel 5 estrelas com Teleporto que serviria além do Centro de Exposições proposto, ao Anhembi e Expo Center Norte.

A diversidade do programa garantiria a desejada vitalidade da área durante o dia e a noite e a sua viabilidade econômica, respeitando a legislação, se daria através de parcerias com empresas do tipo SENAC, SENAI, SESC e SESI além de outras.

Um uso socialmente heterogêneo e que considera as diferentes escalas(local, urbana e metropolitana) permite que grandes equipamentos, como centros de exposições, possam ter um impacto positivo não apenas do ponto de vista econômico, mas também na melhoria da qualidade urbanística de seu entorno.

Colégio Oswald de Andrade, São Paulo, SP, 1989

Ano de Projeto: 1989

Ano de conclusão da obra: 1992

Área do Terreno: 2.176 m²

Área Construída: 4.027,2 m²

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner, Luis Espallargas Gimenez

Equipe: Arqs. Denise Xavier de Mendonça, Lívia França Leite, Francisco Leopoldo Soares

 

Estrutura: Pedro Telecki

Instalações Elétricas e Hidráulicas: Eng. Mario Viviani

Construção: Moura Schwark

Fotografia: Maristela Faccioli

 

A escola compreende quatro blocos principais de três pavimentos, interligados: um “paralelepípedo” longitudinal que abriga quinze salas de aula; um bloco transversal suspenso apoiado em lâminas estruturais que contém salas especiais ou de apoio; ao fundo, a caixa de escadas e à direita um cubo com espaços destinados à Administração e Pedagogia . No térreo situam-se também a cantina e as quadras esportivas, além da recepção. No subsolo, salas especiais, salão de exposição, auditório, biblioteca, refeitório, cozinha, vestiários de alunos e de funcionários. O terreno eminentemente urbano e, ao mesmo tempo, relativamente exíguo atendia no limite às pretensões do programa. A ideia então foi de descomprimir o programa, dar movimento ao projeto e, na medida do possível, liberar o solo. Em termos de desenho, isso ocorre pela implantação que se evidencia no translado de 10 graus de uma marquise/circulação no segundo pavimento, do cubo a 7,5 graus e da marquise autônoma em segmento de circunferência.

Basicamente, não se trabalhou com o conceito de pilotis, embora eles existam, mas de lâminas em concreto aparente, como uma nova forma de estrutura que, à semelhança de nosso anteprojeto para o Pavilhão de Sevilha, são aqui marcantes, formando paredes de 4,5 m de comprimento: elas definem uma direção.

Clínica Promov, São Paulo, SP, 1993

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arq.Luciana Flores Martins, Estrutura: Eng. Luiz Flavio Carvalho

 

Área do lote: 300m2

Área Construída:300m2

Projeto:1993

Obra: 1994-1995

 

 

O entorno eminentemente urbano no bairro de Santana com edificações geminadas dos dois lados nos colocava a questão de como projetar neste lote tão estreito e tão extenso, com 50m de comprimento, mas somente 6m faceando a rua. A ação de projeto procurou especializar dinamicamente ao mesmo tempo que justapor uma situação tão contida.

 

O projeto, se estrutura por uma série de movimentos básicos de distensão e compressão, que conduzem a um passeio labiríntico nos espaços internos da clínica.

 

Dada a grande declividade longitudinal do lote, externamente nos 2 extremos do edifício existem dois grandes volumes no ar, como que flutuando e que explodem o local verticalmente: um deles um pouco acima do nível do olho a 3m de altura e o outro resultante do declive a 10m.

Casa em São Paulo 1, 1982/1988

Ano de Projeto: 1982 e 1988

Ano de Construção: 1984 e 1990

Área do terreno: 1000m2

Área construída: 1000m2

 

Arquitetura: Anne Marie Sumner

Equipe: Arq. Rodrigo Queiróz, Rejane Beçak, Jackson Dualibi, Marcos Lopes Martins, Henrique Guerra, Fabio Mendes, Maraí Valente, Ricardo Mullenmeister, Mauricio Montel, Fabio Mendes

Estrutura: Eng. Antonio Pinto Rodrigues

Instalações: Eng. Mario Viviani

Construção: Alfacon Engenharia-Eng. Fabio Albuquerque/ Empresarial Paulista Engenharia

 

Esta casa eminentemente urbana, a menos de uma quadra da Av. Faria Lima, desenvolve-se no primeiro projeto e obra verticalmente em 5 pavimentos. A idéia aqui era a de autonomizar cada uso ao associá-lo a um pavimento; e afinal o que os conectava era o prisma da área de estar com 11m de pé direito. A multidirecionalidade volumétrica teve no cálculo de lajes sem viga a sua liberdade mais plena. O segundo projeto, o anexo desenvolvido anos mais tarde ampliava as áreas da casa a partir da caixa sobre pilotis articulada aos novos corpos de estar e primeira casa. O sistema de 2 passarelas sobrepostas e rotacionadas dada a multiplicidade de direções conecta os 2 projetos.